
As coisas não tomaram rumo esperado... a dor foi mais funda, a resposta mais dolorosa, a intenção menos positiva.
Baqueou, mexeu com a estrutura, castigou, fez falta, martirizou!
Nada foi esquecido, outras coisas deixaram de ser mencionadas, faltou espaço, sobraram coisas fora dos eixos...
O trem descarrilhou, a marcha lenta teve que ser acionada...os vagões...perderam todos os encaixes...
O maquinista, pediu socorro...tentou de tudo...ele estava lá...e ninguém mais...!
Ele olhou...fez sinal de fumaça, mexeu o corpo, chorou...olhava tudo aquilo e mal podia acreditar que aquilo fazia parte da sua vida, uma vida que ele sempre agredecu e julgou colorida.
Hoje por mais que as pessoas passasem e vissem os vagões e o trilho desfeito, ninguém o apertava a mão com verdade, lhe alcançava o coração...
Ele temeu, pediu forças, começou a ver que só ele podia tirar aquilo tudo do meio do caminho, começou a ver em sua volta que nem tudo merecia tanto esforço e dedicaçao de sua parte, tinham coisas que mereciam mais respeito e estavam esquecidas, e as pessoas que poderiam estar naqueles vagões, e a importancia que ele tinha pra guiar todo aquele trajeto, onde ele deixaria tudo?
De tanto pedir e acreditar, recebeu o que queria, seu coração encheu-se, arregassou as mangas...começou de vagar...pela sua cabine...seu assento...ele sabia que o trabalho seria duro, que doeria ver tudo aquilo perdido, sem rumo e nem se quer sabia onde sua viagem acabaria...
Mas ele não perdeu a esperança...começou devagar, enxugava as lágrimas e sorria sem querer e desta forma... refez o trem...ele refez aquela estrada...ele refez a si mesmo.
Eu também...to refazendo meu vagão...!
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