Me dei conta de qual complexa é a palavra Confiança.
Até que ponto podemos mesmo confiar em alguém?
É difícil principalmente pois nunca lidamos com pessoas semelhantes a nossa verdade, cada um já é diferente por si só e isso dificulta ainda mais esta avaliação.
A imagem fala, mas não sustenta o que expressa, mais que também palavras, são necessárias algumas atitudes, vivências, disponibilidade e aceitação.
Ver que ele, ela, haja diferente já não é fácil aceitar , muito menos acreditar em cada passo, cada palavra. As vezes a gente tolera porque também não vai ficar brigando por tudo, mas no fundo a gente vai acumulando situações, sentimentos, e ainda mais conclusões.
A gente desconfia, da escola, do vizinho, do banco, até da família, mas não existe desconfiança maior do que aquela que mexe com o nosso coração.
Esta sim inferniza, nossa, ela vai e vem , nos segue, fica buzinando no nosso ouvido, especulando fatos, gritando outros atos, pedindo, e reclamando.
Ela nos testa, estressa, magoa...! Mais uma vez fecha-se o clico, até onde isso é saudável, ate onde vamos aguentar?
Pois é, por mais que não queiramos, acabamos por querer desvendar o quebra - cabeça, soma-se daqui, observa-se de lá...e assim vai se desvendando...claro que a gente torce pra todas as peças estarem certas, quem quer ver o jogo as avessas? Só de pensar nossa ,já nem quero mais brincar!
É muito difícil confiar plenamente em alguém, mas como é simples perder este elo, ele tão sensível, tão inerente e a gente nem se da conta.
Quando a gente confia a gente entrega nossos segredos, a alma passa de corpo pra corpo, nasce um arco - íris multicor...não queremos ver a tempestade, queremos meditar na paz deste efeito! Mas basto uma nuvenzinha chata e BUM...começou a trovoada...
Acredito que seja impossível confiar em alguém full time, poxa as pessoas mudam, elas querem coisas diferentes sempre, elas se enchem, ficam alegres com o que nem achavam mais graça...
E também...nossa cabeça não para, até que ponto criamos uma situação...interpretar todo mundo pode, imaginar também, mas até tudo isso ser comprovado verdadeiro, aí sim tá o grande lance do jogo.
Mas o que fazer? Eu por mais cafona que seja ainda paro, fico em silêncio, analiso, analiso dinovo, respiro...escuto as batidas do coração , me auto questiono, busco aquilo que parecia não existir ali. Somo fatos, monto imagens, escuto canções, decifro letras...
Sozinha...me coloco a caricaturar situações, invenções, realidades, tempo, noções, medos, alegrias, e nesta balburdia sentimental encontro folêgo, nem sempre todas as respostas , mas ao menos vejo a paisagem outras vez, mais ampla, clara, ainda com sombras, mas sou capaz de encontrar nelas pinceladas mais sutis...
Eu aprendi a confiar, mas isso não me anula a querer continuar entendendo os desenhos, acreditando que suas cores se desgastem..que retoques precisem ser refeitos, que a moldura possa ter trincado....
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